
É triste quando o nosso parceiro não está em casa e olhamos "quinhentas" vezes para o relógio em total pânico com receio que chegue a hora em que ouvimos o carro dele parar á porta de casa e, eis que recomeça o pesadelo. Se a porta bate quando ele entra já se sabe que vai haver " festa", e quando me refiro a festa é mesmo de por tudo a dançar, no mau sentido como é óbvio! Os móveis a mudarem de sítio, os palavrões como linguagem fluente, a agressividade no olhar como se de uma figura diabólica se tratasse e o que não poderia faltar...a violência verbal como primeiro recurso seguida de uns tabefezitos porque incha, desincha e passa, não é verdade?! Dá-se, por fim, o início do monólogo. "O teu carro foi visto aqui, tu foste vista ali, andas com o gajo não sei de onde... eu mato-te, faço-te isto, faço-te aquilo... " Tudo isto porque alguém quis meter veneno e aproveitou que o álcool estava a fazer efeito para atiçar os ciúmes, sem sequer se preocupar com o que essa pessoa iria fazer depois. Álcool e Ciúmes são uma mistura bombástica, os ciúmes por si só já o são, com álcool então "salve-se quem puder". Matam-se pessoas, destroem-se vidas em comum, desfaz-se a auto estima de cada um. Tudo em nome de uma aparência que se quer manter a todo o custo, em nome da hipocrisia das terras pequenas em que todos vão á missa ao Domingo como bons cristãos que fingem ser, para que nos outros restantes dias se julguem com a liberdade de poderem infernizar ainda mais a vida de cada um como se ela não tivesse já inferno que chegue. Na vida de marido e mulher não se mete a colher, pelo menos é o que se diz por aí, mas maior parte das vezes só não se mete a colher quando é para ajudar porque para meter veneno até se mete é a concha da sopa que sempre é maior.
O que eu quero dizer com tudo isto é que não vale a pena manter algo que nos martiriza só porque pensamos que o dia de amanhã pode ser melhor, os filhos podem ficar traumatizados com a separação ou simplesmente por pena de deixar algo que ao fim de algum tempo nos damos conta de que nunca existiu. Há coisas que nunca mudam e normalmente este tipo de situações são uma delas, não vale a pena adiar o adiável.
Digo o que digo porque ao fim de alguns anos a viver no inferno sei que tenho todo o direito de falar. O conhecimento de causa que possuo hoje em dia posso agradecê-lo ao meu ex-marido que infelizmente me licenciou nessa matéria ao mesmo tempo que alegava que me amava, que estranha forma de amar, não?! Vale sempre a pena dizer basta!!! Apesar de ter atravessado muitas dificuldades para me livrar desta situação, hoje em dia sou feliz e tenho um marido que amo e que, esse sim, também me ama. Os filhos não são impedimento para procurar-mos uma vida, pelo contrário, são eles que nos dão força para lutar! E se eles não existirem há sempre um bocadinho dela dentro de cada um de nós. Basta lutar que o inesperável acontece!
O que eu quero dizer com tudo isto é que não vale a pena manter algo que nos martiriza só porque pensamos que o dia de amanhã pode ser melhor, os filhos podem ficar traumatizados com a separação ou simplesmente por pena de deixar algo que ao fim de algum tempo nos damos conta de que nunca existiu. Há coisas que nunca mudam e normalmente este tipo de situações são uma delas, não vale a pena adiar o adiável.
Digo o que digo porque ao fim de alguns anos a viver no inferno sei que tenho todo o direito de falar. O conhecimento de causa que possuo hoje em dia posso agradecê-lo ao meu ex-marido que infelizmente me licenciou nessa matéria ao mesmo tempo que alegava que me amava, que estranha forma de amar, não?! Vale sempre a pena dizer basta!!! Apesar de ter atravessado muitas dificuldades para me livrar desta situação, hoje em dia sou feliz e tenho um marido que amo e que, esse sim, também me ama. Os filhos não são impedimento para procurar-mos uma vida, pelo contrário, são eles que nos dão força para lutar! E se eles não existirem há sempre um bocadinho dela dentro de cada um de nós. Basta lutar que o inesperável acontece!
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