quinta-feira, 3 de julho de 2008

Dar a quem precisa



Quem tem filhos em idade de crescimento todos os anos tem de enfrentar a despesa extra em roupa nova porque a outra deixou de servir de uma época para a outra, é um dilema com o qual se lida, pelo menos, duas vezes por ano. A questão aqui é o que fazer com a roupa que já não serve?! Quando há filhos num tamanho abaixo ainda dá para reutilizar passando de uns para os outros mas quando não há essa possibilidade...há quem dê a familiares se os tamanhos são compatíveis, a amigos ou então quem deixe ao lado do contentor porque alguém há-de levá-la mas o problema de utilizar essa opção é que, normalmente, quem vê os sacos da roupa revolta-os mesmo ali onde se encontra e o que não agrada fica espalhado pela rua sem o mínimo de respeito pela pessoa que ali a deixou ou mesmo por quem pudesse interessar-se por elas. Por este motivo é que eu deixei de colocar sacos de roupa ao lado dos contentores do lixo, cansei-me de ver a roupa que lavei, dobrei e ensaquei com tanto cuidado a fazer de ornamento ao lado dos contentores, espalhada sem o mínimo de respeito ou consideração. Hoje em dia faço a escolha da roupa que não serve ao meu filho e da que o meu marido já não usa e vou deixá-la na Casa Gaiato que fica na minha área de residência, não custa nada e sei sempre que vai vestir quem realmente precisa dela e, o mesmo se aplica ao calçado. Existem inúmeras maneiras de ajudar-mos quem mais precisa e essa é uma delas, não custa nada procurar uma instituição na nossa zona onde possamos deixar coisas a que nós já não damos uso e que podem ser reutilizadas por outros que precisam e não têm, tendo em atenção que o que damos tem de estar em bom estado pois o sítio das coisas estragadas é mesmo no caixote do lixo !!

4 comentários:

Sei que existes disse...

É um gesto mesmo nobre da tua parte! Pena não sermos todos assim...
Beijocas grandes

Anónimo disse...

Pena que mesmo dando a instituições, a roupa acabe na mesma no meio da rua. Tenho conhecimento que num determinado bairro da Península de Setúbal, dia em que a instituição distribui roupa pelo bairro, é dia de andar roupa espalhada pelo bairro todo. Continuo a preferir por a roupa, perto do caixote do lixo, passados 5 minutos, já não está lá. Ou então por nos depósitos de roupa, sempre é tratada e revendida a preços simbolicos.

Xana disse...

Resposta a "Tudo o que sou"
Agradeço o seu comentário, mas na zona onde moro há um certo desrespeito pela roupa ao lado dos contentores pois as pessoas dão-se ao trabalho de fazer a escolha do que lhes interessa ali mesmo e o restante deixam espalhado pelo chão, acho que já é típico. Quanto aos depósitos de roupa, infelizmente são tratados do mesmo jeito. Felizmente na instituição onde a deixo é para consumo dos que lá habitam, por isso fico sempre descansada. Um abraço

Anónimo disse...

(não é para este arigo)
Porque tiraste o artigo sobre os pesadelos? Bem não tenho nada com isso, apenas acho que já que o tinhas publicado, quem consulta o teu blog já o deve ter lido, de qll maneira gosto muito da tua escrita. Fica bem