Já a caminho do segundo aniversário da explosão do prédio em Setúbal, continua tudo na mesma. As casas estão fechadas e as obras por fazer, arrepia passar junto ao prédio e pensar nas pessoas que tinham a vida orientada e, de repente, vêem-se com o acesso á própria casa vedado por questões de segurança. Desde que o Governo Civil deu por terminadas as obras de sustentação, nunca mais ninguém quis pegar na obra para a completar e parece que esse está a ser o grande problema das famílias que lá habitam, arranjar quem recupere os seus lares. Uma coisa é certa, nada será como antes... haviam inclusive apartamentos para venda no prédio, e agora? O mais certo é que nunca consigam vender nenhuma das casas que lá estão. Culpados não os há e á bem pouco tempo o edifício estava rodeado por gradeamentos e mensagens nas quais se podia ler coisas do tipo " Quem?Porquê?", respostas que todos os lesados gostariam de ver respondidas, felizmente e quase por milagre ninguém se magoou. A onda de vibrações provocadas pela explosão foi tão forte que do outro lado da" estrada do Alentejo" casas ficaram sem vidros, persianas danificadas, portas empenadas...A dependência do BPI ficou com os vidros completamente destruídos, mas no banco em pouco tempo foram todos repostos, a procura por vidros para as janelas era tanta que houve quem ficasse mais de uma semana com plásticos a cobrir as janelas pois no distrito de Setúbal estavam esgotados. Actualmente por mais que se tente ignorar é impossível passar no local sem olhar para o que sobrou de, pelo menos, dois andares, parece um prédio fantasma, as persianas corridas, a porta de entrada entabuada e fechada a cadeado, é triste!
Parece que ainda não é este ano que o Natal destas pessoas vai ser passado em " Casa"...
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