
Este ano começámos o mesmo como administradores do Condomínio, é daquelas "pedras no sapato" que temos de acatar durante um ano. Aquando da passagem do " testemunho" depois de tudo assente em acta, pensámos que seria um ano calmo, até ao dia em que um montador de antenas parabólicas nos veio bater á porta porque precisa de instalar uma antena nos vizinhos do 6º andar. Ora, colocou-se logo o problema de não poder ficar na fachada do prédio pois iria interferir com a arquitectura do mesmo, nas traseira também não era possível e então colocaram-nos a possibilidade de ser colocada no telhado do mesmo. Por nós não havia qualquer inconveniente mas, como representantes dos condóminos, colocaram-se duas opções, ou realizámos uma reunião de condóminos ou íamos de porta em porta a perguntar se alguém se importava e assim fizemos. Ninguém colocou entraves á excepção de um dos moradores do 8º andar que, por sinal, adquiriu os 2 imóveis e os converteu numa casa só. A senhora começou por argumentar que uma antena no tecto ia interferir com o tráfego de Internet, algo que o meu marido negou de imediato pois a Internet, hoje em dia, é por cabo. Defeito esse argumento colocou a questão de quem é que iria tapar os buracos feitos no local após os moradores retirarem a antena? Contactámos o arrendatário que assumiu de imediato toda a responsabilidade, mas não acabou por aqui, de seguida colocaram o problema de a casa ser arrendada e colocaram em questão se o dono do imóvel sabia dos planos do arrendatário de fazer quatro furos no telhado do prédio.Entrámos em contacto com o dono o qual disse que concordava, mas depois foi o facto de não haver nenhum documento escrito a informar quem iria assumir o tapar dos furos. Voltámos a contactar o proprietário, advogado de profissão, que deu a resposta mais adequada que poderia ser dada " Como proprietário do imóvel e também condómino assumo a responsabilidade, portanto se o arrendatário não tapar eu tapo e não vou fazer, para isso, nenhuma declaração escrita, pois sou tão proprietário como todos os que aí moram!" Após ouvir isto, decidimos dar aval para a execução dos ditos 4 furos, por nós tinham sido feitos na hora mas quando as pessoas não têm com que ralar inventam e isso foi um óptimo exemplo disso. Resultado, após 2 semanas a tentar andar com isto para a frente a situação ficou resolvida positivamente,mesmo contra a vontade dos únicos que se opuseram, afinal vivemos numa democracia e a maioria ainda dita o veredicto final.
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