Mais um Natal à porta e não consigo evitar comparar a noite de Natal com as idas de algumas pessoas à missa de Domingo. Existe quem passe a semana infernizar a vida dos outros a semana inteira e ao Domingo vá à missa comungar como um bom cristão, pois só nesse dia interessa sê-lo.
No Natal, passa-se um ano inteiro a fazer de conta que os outros não existem, alegando falta de tempo, sequer, para um telefonema. Ironicamente, na maioria das vezes, moram a três passos de distância e em 12 meses vêem-se 2 ou 3 vezes, sem nunca se ralarem se o outro está bem para depois chegar a época Natalícia e a maior preocupação ser onde vai ser passado o Natal em família, na casa de quem. E eu pergunto-me: No resto do ano os outros não são família? Não interessa estar com eles? Conviver, sorrir, brincar, saber se estão bem? Desde quando nos tornámos tão hipócritas e egoístas ao ponto de pensarmos que irmos à missa faz de nós boas pessoas e que a família só existe nos dias 24 e 25 de Dezembro?
É triste, muito triste termos chegado a este ponto. Eu acredito no Pai Natal! Sim, acredito, o que ele representa para mim não são as prendas, mas sim o objectivo que tinha ao criar as mesmas! Vamos tentar ser um pouco melhores! Feliz Natal

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