terça-feira, 2 de maio de 2023

Eu e os meus disparates...

Quando tinha os meus 3 ou 4 anos, era reguila como todas as crianças da altura ( penso eu). O meu avô, tinha uma colecção de cabaças em miniatura, em cima dos tijolos que faziam a lareira. Eu, normalmente, estava sozinha em casa porque, os meus avós eram caseiros numa quinta e, tinham muito para fazer logo de manhã. A minha avó cuidava da casa e,o meu avô, tratava dos animais. Ora, eu sozinha em casa, tinha se sair asneira...e, qual foi a minha ideia? Ir mexer onde não devia, ou seja, nas cabaças do meu avô! As cabaças, na altura, eram usadas para transportar água porque, não haviam garrafas e, então, o meu avô transformava-as numa espécie de jarros e, como as outras tinham ficado muito pequenas, ele colecionava-as. Eu, ia brincar a qualquer coisa com as mesmas mas,coloquei um pé em cima dela e, parti-a toda. Entrei em pânico! O meu avô, nunca me tinha tocado mas, apavorada, desatei a correr pela quinta fora...a mesma, no meu ponte de vista era gigantesca! Andei, andei, dei voltas e, mais voltas... até que anoiteceu...o meu avô, quando chegou a casa e não me viu, entrou em pânico segundo, o que ele me disse...precorreu a quinta toda, deu voltas e, mais voltas até que, já depois do sol se pôr, encontrou- me toda enrrolada no meio do mato a dormir. Levou-me pra casa mas, parecia mesmo zangado, e com razão...assim que chegamos, deu- uma palmada no rabo e disse "Eu não te bati por teres partido a cabaça! Eu bati- te, pelo susto que me pregaste por te conseguir encontrar!" E assim era o meu avô, maravilhoso, mesmo chateado!

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