
Quando somos pequenos somos fascinados por tudo o que é novidade, temos vontade de explorar tudo o que nos é desconhecido, conhecer novas coisas, ter outras experiências...eu, como não podia deixar de ser, não fugi nada á regra! Adorava andar pelo meio do mato a descobrir sítios novos para brincar. Qualquer árvore mais fora do normal, já servia para montar uma casa fictícia, chegava ao ponto de fazer vedações em volta com os paus que encontrava, levava para lá plantas e cactos que encontrava nos aterros e plantava-os, como é óbvio morria tudo por falta de água, mas enquanto durava era bonito de se ver. Grandes aventuras vivi eu na serra de Palmela, não havia trilha que não conhecesse, cheguei mesmo a ir de Aires a pé pela serra até á escola em Palmela, enquanto os outros apanhavam o autocarro eu divertia-me por entre o mato, as árvores e tudo mais que encontrava pelo caminho, é indescritível a liberdade que sentia nesses momentos. Hoje em dia já não o fazia, torna-se mais perigoso, a cada dia que passa, fazer esse tipo de coisas, mudam-se os tempos...e bons que eles eram! Quando tinha, talvez, os meus quatro anos e vi uma palhinha pela primeira vez fiquei fascinada, aquelas riscas, a forma cilíndrica deram-me logo uma ideia, enfiá-la pelo nariz acima! Na altura pareceu-me uma boa ideia, mas quando vi o sangue a escorrer pela narina vi que afinal não devia ser o local ideal para aquele objecto. Outra aventura interessante foi com a pasta de dentes, era doce e para mim foi uma autêntica sobremesa, o pior foi quando deram pela embalagem vazia, aquilo é que foi fugir da palmada! E quando tive um encontro com um agrafador, olhei, mexi, tentei perceber para que servia e a melhor ideia que me ocorreu foi colocar o dedo no meio e apertar, doeu que se fartou e o pior foi para puxar o agrafo sem que ninguém percebesse, sim porque isso ainda me ia valer uma palmada por cima! O Eno (sais de frutos) também foi uma tentação, quando descobri o frasco na casa de banho fartei-me de fazer sumos com gás e a minha avó sem saber como aquilo se evaporava, ai se ela sonhasse! Ser criança é uma fase engraçada, mas ás vezes fazemos coisas tão estúpidas, que quando pensamos nelas só apetece chamar-mos burros a nós mesmos, mas aposto que não fui a única a fazer esse tipo de disparates, e estes são só alguns, mas também que atire a primeira pedra quem nunca se deliciou com um pouco de pasta de dentes! Eh,Eh!!
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